Por esta nem o Michael Schumacher ou recentemente Lewis Hamilton esperavam que uma de suas marcas fossem superadas – e muito menos por um esporte que pouco tem em comum com a Fórmula 1 a não ser a exigência de uma concentração extrema. Ambos os pilotos ficaram famosos não só pela habilidade de pilotar um monobloco de corrida com rara perfeição, mas de sagrarem-se campeões nas respectivas temporadas com várias etapas de antecedência.

Mas agora vem a pergunta. O que tem uma coisa a ver com a outra? Simples. Neste último domingo dia 29 de outubro um enxadrista – amado e idolatrado por uns, execrado, odiado e invejado por outros, atingiu uma marca difícil de obter, ser igualada ou muito menos superada.

O personagem da vez é o cubano Joel Chacón que no dia anterior teve que engolir quatro derrotas diante do mestre FIDE argentino José Félix Campos no Match Duelo de Titãs promovido pelo Bobby Fischer Xadrez Clube nas dependências do shopping Melancia de Rivera no Uruguai.  Mas nada como num dia após o outro. Ele estava cansado de fugir das agruras da vida e quando se barbeava diante do espelho fez um pacto com sua imagem refletida e, apesar de não ser um religioso convicto ou praticante – jurou que daria a volta por cima. Não é que, acredite, o nativo da ilha de Fidel tem poder e cumpriu sua promessa.

A manhã trouxe o sol. Muita claridade e uma certeza. O grande torneio de xadrez marcado para a casa do empresário Valmir Souza estava fadado ao sucesso. Ali se reuniram não só os primeiros do ranking do Bobby Fischer Xadrez Clube, mas o mestre argentino, o herói desta história e o campeão de Bagé, Ignácio Marrero.

Ordem do dia. Oito rodadas pelo sistema suíço de emparceiramento, churrasco de maminha com muito chope, pão, refrigerante para os abstêmios e 600 reais em prêmios para ser dividido entre os três primeiros, em notas azulzinhas novinhas de 300, 200 e 100.  

Com apenas 10 participantes logo na terceira rodada os únicos que estavam com 2,0 pontos em duas vitórias não poderiam ser outro. Argentino e Cubano. Logo não tem o que se discutir. O programa de emparceiramentos da FIDE é exato. Não comete falhas. Mesa um, José Félix Campos contra Joel Chacón. Foi de arrepiar os cabelos até do Félix Maidana que é careca. Isso é para se ter noção de como foi este combate. Tudo foi resolvido no detalha. No peão passado apoiado por outro peão. A coroação seria inevitável e como consequência um sonoro xeque-mate. Campos que já perdera a noção do tempo e espaço devido a alguns copos de chope a mais nem percebeu a manobra de Joel. Quando veio a si não havia salvação. Com um sorriso amarelo lapidado de espuma branca do malte fermentado reconheceu a derrota e cumprimentou aquele que outrora vencera lá no shopping Melancia.

A partir daí foi só administrar e vencer facilmente os demais até alcançar os 100% de aproveitamento e 300 reais no bolso. Campos ficou em segundo e Ignácio Marrero em terceiro.

 

Fotos da premiação: http://bobbyfischer.com.br/2011/?p=34512

Fotos do grande almoço: http://bobbyfischer.com.br/2011/?p=34536

Fotos das disputas parte 1: http://bobbyfischer.com.br/2011/?p=34615&preview=true

Fotos das disputas parte 2: http://bobbyfischer.com.br/2011/?p=34669&preview=true

 

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